sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

O QUE É HISTÓRIA?

 A partir de hoje o marcador Diário da História irá abordar resumidamente os períodos históricos desde a sua fundação até os dias atuais. Futuramente pretendo publicar um livro sobre o assunto. Vamos começar com uma definição sobre o que é História.


                                  Definição de História


História, do pintor grego Nikolaos Gysis (1892).


História (do grego antigo ἱστορία, transl.: historía, que significa "pesquisa", "conhecimento advindo da investigação") é a ciência que estuda o Homem e sua ação no tempo e no espaço, concomitante à análise de processos e eventos ocorridos no passado. História como termo, também pode verificar toda a informação do passado que pode ter sido requerida ou arquivada em todas as línguas por todo o mundo, isto como intermédio de registros.

A palavra história tem sua origem nas investigações de Heródoto, cujo termo em grego antigo é Ἱστορίαι (Historíai). Todavia, será Tucídides o primeiro a aplicar métodos críticos, como o cruzamento de dados e fontes diferentes. O estudo histórico começa quando os homens encontram os elementos de sua existência nas realizações dos seus antepassados. Esse estudo, do ponto de vista europeu, divide-se em dois grandes períodos: Pré-História e História.


        Heródoto


Tucídides

Os historiadores usam várias fontes de informação para construir a sucessão de processos históricos, como, por exemplo, escritos, gravações, entrevistas (História oral) e achados arqueológicos. Algumas abordagens são mais frequentes em certos períodos do que em outros e o estudo da História também acaba apresentando costumes e modismos (o historiador procura, no presente, respostas sobre o passado, ou seja, é influenciado pelo presente).

Os eventos anteriores aos registos escritos pertencem à Pré-História e às sociedades que coexistem com sociedades que já conhecem a escrita (é o caso, por exemplo, dos povos celtas da cultura de La Tène) e pertencem à Proto-História.

                     “Se queres prever o futuro, estuda o passado.”  

O indivíduo que estuda e escreve sobre a história e é considerado uma autoridade neste campo, é denominado historiador.  Historiadores se preocupam com a narrativa contínua e metódica, e também com a narrativa que pode ser descontínua e subjetiva, bem como a pesquisa dos eventos passados relacionados ao ser humano, e o estudo dos eventos ocorridos ao longo do tempo e também no espaço. Embora o termo historiador possa ser usado para descrever tanto os profissionais quanto os amadores da área, costuma ser reservado para aqueles que obtiveram uma graduação acadêmica na disciplina. Alguns historiadores, no entanto, são reconhecidos unicamente com mérito em seu treinamento e experiência no campo. Tornou-se uma ocupação profissional no fim do século XIX.


As concepções formais da História

Em sua evolução, a História se apresentou pelo menos de três formas. Do simples registro à análise científica houve um longo processo. São elas:

 História Narrativa - O narrador contenta-se em apresentar os acontecimentos sem preocupações com as causas, os resultados ou a própria veracidade. Também não emprega qualquer processo metodológico.

História Pragmática - Expõe os acontecimentos com visível preocupação didática. O historiador quer mudar os costumes políticos, corrigir os contemporâneos e o caminho que utiliza é o de mostrar os erros do passado. Os gregos Heródoto e Tucídides e o romano Cícero ("A Historia é a mestra da vida") representam esta concepção.

História Científica - Agora há uma preocupação com a verdade, com o método, com a análise crítica de causas e consequências, tempo e espaço. Esta concepção se define a partir da mentalidade oriunda das ideias filosóficas que nortearam a Revolução Francesa de 1789. Toma corpo com a discussão dialética (de Hegel e Karl Marx) do século XIX e se consolida com as teses de Leopold Von Ranke, criador do Rankeanismo, o qual contesta o chamado "Positivismo Histórico" (que não é relacionado ao positivismo político de Augusto Comte) e posteriormente com o surgimento da Escola dos Annales, no começo do século XX.
                                                       
                                                              Karl Marx

História dos Annales (Escola dos Annales) - Os historiadores franceses Marc Bloch e Lucien Febvre fundaram em 1929 uma revista de estudos, a "Annales d'histoire économique et sociale",  onde rompiam decididamente com o culto aos heróis e a atribuição da ação histórica aos chamados homens ilustres, representantes das elites. Para estes estudiosos, o quotidiano, a arte, os afazeres do povo e a psicologia social são elementos fundamentais para a compreensão das transformações empreendidas pela humanidade. Surgindo ainda o movimento da Nova História Crítica e da Nova História.
                                                          
Lucien Febvre

 
   Marc Bloch


                   As concepções filosóficas da História

Ainda no século XIX surgiu a discussão em torno da natureza dos fenômenos históricos. A que espécie de preponderância estariam ligados? Aos agentes de ordem espiritual ou aos de ordem material?

Concepção Providencialista - Segundo tal corrente, os acontecimentos estão ligados à determinação de Deus. Tudo, a partir da origem da Terra, deve ser explicado pela Divina Providência. No passado mais remoto, a religião justificava a guerra e o poder dos governantes. Na Idade Média Ocidental, a Igreja Católica era a única detentora da informação e, naturalmente, fortificou a concepção teológica da História. Santo Agostinho, no livro A Cidade de Deus, formula essa interpretação. No século XVII, Jacques Bossuet, na obra Discurso Sobre a História Universal, afirma que toda a História foi escrita pela mão de Deus, E no século XIX, o historiador italiano Césare Cantu produziu uma obra chamada Storia universale de profundo engajamento providencialista.
                                                   
                                                      Agostinho de Hipona     


Concepção Idealista - Teve em Georg Wilhelm Friedrich Hegel, autor de Fenomenologia do Espírito, seu corporificador. Defende que os fatos históricos são produto do instinto de evolução inato do homem, disciplinado pela razão. Desse modo, os acontecimentos são primordialmente regidos por ideias. Em qualquer ocorrência de ordem econômica, política, intelectual ou religiosa, deve-se observar em primeiro plano o papel desempenhado pela ideia como geradora da realidade. Para os defensores dessa corrente, toda a evolução construtiva da humanidade tem razão idealista.
                                                         
Georg Wilhelm Friedrich Hegel

Concepção Cíclica - De acordo com as teorias cíclicas da história o progresso das sociedades humanas desenvolve-se de acordo com grandes ciclos que se repetem ao longo dos tempos, independentemente da vontade dos homens. A explicação cíclica da história teve origem nos historiadores da Grécia Antiga. O polímata árabe Ibn Khaldun na sua obra Muqaddimah, escrita em 1377, delineou sobre uma teoria cíclica da História. No século XVIII, Giambattista Vico no no livro Ciência Nova, publicada em 1725, foi o primeiro pensador da história a propor uma teoria cíclica da história em que as cidades humanas passavam inevitavelmente por certas fases distintas de desenvolvimento ao longo dos tempos. Já mais recentemente, Oswald Spengler e Arnold J. Toynbee também sugeriram que a história humana se desenrola em ciclos, pois encontramos sempre a evidência deste princípio nas inúmeras civilizações cuja ascensão e queda, evoluindo sempre mais altos que os anteriores, são a confirmação da evolução cíclica da espécie humana.
                                                          
Ibn Khaldun

Concepção Psicológico-social - Apoia-se na teoria de que os acontecimentos históricos são resultantes, especialmente, de manifestações espirituais produzidas pela vida em comunidade. Segundo seus defensores, que geralmente se baseiam em Wilhelm Wundt Elementos de Psicologia das Multidões, os fatos históricos são sempre o reflexo do estado psicológico reinante em determinado agrupamento.
                                                        
                                                         Wilhelm Wundt

Concepção Materialista - Surgiu em oposição à concepção idealista, embora adotando o mesmo método dialético. A partir da publicação do Manifesto Comunista de 1848, Karl Marx e Friedrich Engels lançam as bases do Materialismo Histórico, onde argumentavam que as transformações que a História viveu e viverá foram e serão determinadas pelo fator econômico e pelas condições de vida material dominantes na sociedade a que estejam ligadas. A preocupação primeira do homem não são os problemas de ordem espiritual, mas os meios essenciais de vida: alimentação, habitação, vestimenta e instrumentos de produção. No prefácio de Crítica da Economia Política, Karl Marx escreveu:

“As causas de todas as mudanças sociais e de todas as revoluções políticas, não as devemos procurar na cabeça dos homens, em seu entendimento progressivo da verdade e da justiça eternas, mas na vida material da sociedade, no encaminhamento da produção e das trocas.”
                                                          
Friedrich Engels


                       Documentos e fontes históricas

O fato histórico é estudado através de vestígios e documentos. As fontes históricas são constituídas por elementos das quais o homem fez e deixou no passado. Os fatos históricos influenciam o futuro, ou seja, o atual mundo é composto dos acontecimentos e feitos anteriores. Os monumentos, templos, esculturas, pinturas e outros objetos em geral são considerados vestígios; as tradições (oral) são lendas, canções, narrações e outras formas de manifestações culturais expressas na oralidade; e os documentos escritos são todos aquelas fontes escritas, como leis, livros e relatórios. Porém, por diversas vezes é difícil saber se a fonte histórica é original, se não foi modificada ou falsificada, por isso existe uma ciência especial, a Heurística, só para cuidar da verificação e investigação da autenticidade das fontes históricas.

Sobre fontes e documentos é feita a crítica histórica:

Crítica objetiva - Verifica o valor extrínseco, externo de um documento; se é original ou apenas uma cópia.

Crítica subjetiva - Verifica o valor intrínseco, interno, de um documento. É um trabalho especializado, comparativo, que só pode ser realizado pelas ciências auxiliares da História: Arqueologia (estuda ruínas, objetos antigos); Paleontologia (fósseis); Heráldica (emblemas e brasões); Epigrafia (inscrições lapidares); Numismática (moedas); Genealogia (linhagens familiares); Paleografia (estudo da escrita antiga)Antropologia, Linguística e Geografia.


Periodização histórica 

História, Pré-História, Idade da Pedra, Paleolítico, Mesolítico, Neolítico, Idade dos Metais, Idade do Cobre, Idade do Bronze, Idade do Ferro, Idade Antiga, Antiguidade Oriental, Antiguidade clássica, Antiguidade tardia, Idade Média, Alta Idade Média, Baixa Idade Média, Idade Moderna e Idade Contemporânea.

A Era Cristã

A referência de maior aceitação para se contar o tempo, atualmente, é o nascimento de Cristo. Mas já houve outras referências importantes no Ocidente: os gregos antigos tinham como base cronológica o início dos jogos olímpicos; Roma Antiga, a fundação de Roma. Ainda hoje, os árabes contam seu tempo pela Hégira, a emigração (não fuga) de Maomé de Meca para Medina.

O passado da humanidade se divide em dois grandes grupos, a Pré-História e a História.

Pré-História - A pré-história é o período que inicia com o surgimento do ser humano anterior à escrita, inventada na Mesopotâmia a cerca de 4000 a.C. Caracteriza-se, grosso modo, pelo nomadismo e atividades de caça. Surge a agricultura e a pecuária, os quais levaram os homens pré-históricos ao sedentarismo e a criação das primeiras cidades. A Pré-História divide-se em três períodos:

Paleolítico ou Idade da Pedra Lascada, quando descobriu-se o fogo.

Neolítico ou Idade da Pedra Polida, quando ocorreu a Revolução Agrícola, sendo domesticado os animais, e o início da prática da domesticação de espécies vegetais.

Idade dos Metais, quando iniciou-se a fundição dos metais e a utilização deste na fabricação de instrumentos, sendo o último período da Pré-História demarca o conjunto de transformações que dão início ao aparecimento das primeiras civilizações da Antiguidade, Egito e Mesopotâmia.

História
A História divide-se em quatro períodos:

Idade Antiga – A Antiguidade compreende-se de cerca de 4000 a.C. até 476 d.C., quando ocorre a queda do Império Romano do Ocidente. É estudada com estreita relação ao Próximo Oriente, onde floresceram as primeiras civilizações, sobretudo no chamado Crescente Fértil, que atraiu, pelas possibilidades agrícolas, os primeiros habitantes do Egito, Palestina, Mesopotâmia, Irão e Fenícia. Abrange, também, as chamadas civilizações clássicas, Grécia e Roma.

Idade Média – A Idade Média é limitada entre o ano de 476 d.C. até 1453, quando ocorre a conquista de Constantinopla pelos turcos otomanos e consequente queda do Império Romano do Oriente. É estudada com relação às três culturas em confronto em torno da bacia do mar Mediterrâneo. Caracterizou-se pelo modo de produção feudal em algumas regiões da Europa.

Idade Moderna – A chamada Idade Moderna é considerada de 1453 até 1789, quando da eclosão da Revolução Francesa. Compreende o período da invenção da Imprensa, os descobrimentos marítimos e o Renascimento. Caracteriza-se pelo nascimento do modo de produção capitalista.

Idade Contemporânea – A chamada Idade Contemporânea compreende-se de 1789 até aos dias atuais. Envolve conceitos tão diferentes quanto o grande avanço da técnica, os conflitos armados de grandes proporções, a Nova Ordem Mundial e a ideia de "fim da história."

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

MAX WAGNER PARTICIPA DO SARAU PONTO E VÍRGULA

Max Wagner com amigos escritores de Ribeirão Preto e região. Sarau Ponto e Vírgula coordenado pela escritora e apresentadora cultural Irene Coimbra. Max participou também da Antologia que foi lançada no evento com o poema "Amor Eterno". Foi uma festa incrível e inesquecível. Dia 10 de dezembro de 2016. Festa de final de ano dos escritores de Ribeirão Preto e região.











ENTREVISTA DE MAX WAGNER NA SAGA LITERÁRIA.


A Saga Literária foi criada pelo advogado e viciado em livros Yvens Castro, é um dos mais respeitados e conhecidos blogs sobre Literatura, escreve resenhas para várias editoras.



Max Wagner é autor, editor, historiador, cursou História, atualmente é colunista da Saga Literária, está sob contrato com a Chiado Editora e gerencia a Maxibook Editora e Livraria.

1. Max, para quem não te conhece, pode nos contar um pouco sobre você?

MW: 
Tenho 40 anos, nasci e fui criado em Ribeirão Preto-SP, atualmente moro perto de Fernandópolis-SP, sou casado e pai de três filhos, cursei Letras, mas não terminei o curso, depois graduei em História. Sou poeta, romancista, historiador e editor-fundador da Maxibook editora e livraria. Há vinte anos pesquiso sobre as duas guerras mundiais, autor do romance "Do Orgulho Nasce a Guerra" que retrata a Primeira Guerra Mundial, publicado pela Chiado Editora de Portugal. Coautor da Bíblia Comentada Chapter a Day - O Velho Testamento do canadense Norman Berry. Já participei de algumas antologias e várias feiras de livros, sou colunista da Saga Literária, apresentador do Frontcast, um grupo de historiadores que grava entrevistas sobre literatura e história militar. Também possuo um blog onde escrevo sobre meus livros, história militar, literatura e cinema.


2. Max, você poderia nos dizer qual foi o livro que te marcou e despertou o seu interessa pela leitura?

MW: Com certeza O Pequeno Príncipe de Saint Exupéry, foi o primeiro livro que ue li na vida, eu tinha sete anos, ele não só me despertou para a leitura, mas também a paixão pelos aviões.

3. Quando surgiu o interesse em se tornar escritor?

MW:
 Desde os 14 anos eu escrevo poemas, o interesse em me tornar romancista foi em 1996, eu tinha 20 anos, a experiência com um amor platônico junto com a paixão por História me levou a escrever o meu primeiro romance.


4. Quais autores mais te influenciaram?

MW:
 O meu mestre literário foi Victor Hugo, autor de Os Miseráveis, na minha opinião é o maior romance já escrito. O Ernest Hemingway também foi um grande professor, quando escrevo procuro misturar o romantismo de Hugo com a escrita dinâmica do Hemingway.


5. Nos conte sobre a saga da a Última Poesia

MW: A Última Poesia é uma saga em 10 volumes que narra a história de duas gerações de uma família francesa que viveram os horrores das duas guerras mundiais. Gerrard de Burdêau é o patriarca da família, piloto de caça da Primeira Guerra Mundial, aristocrata e aventureiro, seus filhos: o poeta e aviador Richard de Burdêau e a bailarina Priscilla Madeleine de Burdêau viverão um amor impossível durante a Segunda Guerra Mundial, enfrentando os nazistas e o ódio descomunal contra os judeus. Os dois primeiros volumes falam da Primeira Grande Guerra, o terceiro volume abordará o período pós-guerra, e os outros sete volumes tratam da Segunda Guerra Mundial.

6. Está trabalhando em algum projeto atualmente?

MW: Sim, em dois projetos: O Silêncio das Armas e O Pequeno Príncipe Edição Comentada. O primeiro é a continuação da Saga A Última Poesia, ele vai retratar o período pós-guerra da Primeira Guerra Mundial, as consequências, e também irá narrar as grandes batalhas aéreas da Grande Guerra. O segundo será uma obra comentada de O Pequeno Príncipe, com biografia de Saint Exupéry e uma análise completa do livro, além é claro do texto integral do principezinho.

7. Nos fale sobre esse seu amor pela História.

MW:
 Surgiu aos meus 10 anos, quando eu li "A Máquina do Tempo" do escritor H. G. Wells, tornei-me totalmente apaixonado por História, sempre fui um sonhador, e nos meus devaneios me imaginava viajando no tempo, conhecendo personagens de épocas antigas.


8. Indique três dos seus livros favoritos.

MW: 
Os Miseráveis de Victor Hugo, Adeus às Armas de Ernest Hemingway e O Morro dos Ventos Uivantes de Emile Brontë.


9. O que pode dizer para aqueles que querem ser escritores?

MW: 
Em primeiro lugar talento, mas os escritores não vivem apenas de talento, na verdade é 90% de esforço pessoal e 10% de talento, uma imaginação fértil, muita vontade de aprender, ler muito, dedicar-se diariamente à escrita e estudar gramática. O aprendizado do escritor nunca acaba, é pelo resto da vida.


10. Obrigado pela entrevista Max. Por último, gostaria de deixar alguma mensagem para os leitores da Saga Literária?

MW: Eu só tenho a agradecer aos leitores da Saga, deixo também uma frase que é o meu lema de vida "Não importa o que as pessoas digam ou pensam de você, nunca desista do seu sonho, mesmo que pareça impossível, continue regando-o apesar das tempestades. Um sonho é um projeto a ser realizado no tempo certo, muitas pedras se colocam no caminho, mas ainda assim continue caminhando. Quando se acredita de verdade em um sonho, ele acaba tomando forma e com o tempo se torna realidade. Nunca desista de sonhar, é isso que nos mantém vivo e dá sentido para a vida."

MAX WAGNER NA BIBLIOTECA DO CLUBE DO REGATAS


Max Wagner realizou manhã de autógrafos de seu livro, “A Última Poesia – Do Orgulho Nasce a Guerra”, na Biblioteca do Clube de Regatas, no domingo, dia 13 de novembro de 2016, das 10 às 11 horas da manhã.
Sua presença foi a 105ª de uma série, que o associado e colaborador, escritor Antônio Carlos Tórtoro, tem levado ao Regatas, no 2º. domingo de cada mês, com o objetivo de incentivar a leitura e apresentar aos regateiros os escritores de Ribeirão Preto e região.
Max Wagner tem 40 anos, nasceu e foi criado em Ribeirão Preto-SP, atualmente mora perto de Fernandópolis-SP, é casado e pai de três filhos, cursou Letras, mas não terminou o curso, depois graduou-se em História pela Unifran. O escritor é poeta, romancista, historiador, e editor-fundador da Maxibook editora e livraria. Há vinte anos pesquisa sobre as duas guerras mundiais, autor do romance “A Última Poesia” que retrata a Primeira Guerra Mundial, publicado pela Chiado Editora de Portugal. Coautor da Bíblia Comentada Chapter a Day – O Velho Testamento do canadense Norman Berry. É membro correspondente da Casa do Poeta e do Escritor de Ribeirão Preto, Casa do Escritor e do Poeta de Jales, e dos Médicos Escritores e Amigos de Ribeirão Preto, já participou de algumas antologias e da Feira do Livro de Ribeirão Preto 2014, 2015 e 2016, Bienal Internacional do Livro de São Paulo 2016, Feira do Livro de Jales 2016.
É colunista da Saga Literária, um site que escreve resenhas para várias editoras, e do Frontcast, um grupo de historiadores que grava entrevistas sobre literatura e história militar. Também Possui um blog onde escreve sobre seus livros, história militar, literatura e cinema. Foi um dos vencedores do Prêmio de Poesia Moderna do Comércio de Ribeirão Preto. Prefácio do romance A Última Poesia – Do Orgulho Nasce a Guerra do escritor Max Wagner. Erich Maria Remarque e Ernest Hemingway foram os escritores mais célebres retratando A Primeira Guerra Mundial, com “Nada de Novo no Front” e “Adeus às Armas”. Desde então, apenas o estadunidense Jeff Shaara com seu romance histórico ”Até o Último Homem” e o galês Ken Follett com ”Queda de Gigantes” conseguiram realizar o mesmo feito. Agora pela primeira vez, um brasileiro conseguiu escrever um romance sobre a Primeira Guerra Mundial. Max Wagner – o descendente de imigrantes italianos trouxe uma visão fantástica da guerra no seu romance “A Última Poesia – Do Orgulho Nasce a Guerra”.
Contatos do escritor Fones (17) 3843-1626/99660-7409
E-mail – maxwagner@escrittor.com.br
Blog – aultimapoesiademaxwagner.blogspot.com.br
Site – maxwagnerescritor.wixsite.com/escritor
Face- www.facebook.com/aultimapoesiademaxwagner
Editora-www.chiadoeditora.com/livraria/a-ultima-poesia-doorgulho-nasce-a-guerra
Maxibook Editora – www.facebook.com/maxibookeditora.com.br

A ÚLTIMA POESIA – RESUMO
Este primeiro volume que dá início a saga narra a trajetória de um marco na história humana (A Primeira Guerra Mundial), suas perdas, desilusões e o fim do cavalheirismo. É o choque entre o Velho e o Novo Mundo, neste romance a História usou a Literatura como arma para desenhar um retrato vivo e chocante da Grande Guerra. Uma misteriosa carta escrita pelo Barão Vermelho a um piloto francês se transforma numa poderosa arma de propaganda, podendo mudar o curso da guerra. A personagem principal da trama é o aristocrata e aviador francês Gerrard de Burdêau, que enfrenta um conflito dentro de si, para entender aquela guerra inútil, que matou milhões de homens e nunca deixou vencedores. O romance retrata passo a passo as grandes batalhas da Primeira Guerra Mundial; o sacrifício estúpido de milhares de vidas, as trincheiras, a lama e o sangue por toda parte.
 A redenção chega para o capitão Gerrard, quando no final da guerra, em plena Batalha do Marne encontra uma criança alemã em uma trincheira. Diante dessa situação entra em conflito com seus compatriotas franceses e passa a lutar com todas as forças para ficar com o bebê. Do outro lado da Europa, o cabo Adolf Hitler, ferido em um hospital na Alemanha relembra o seu passado e os horrores daquela guerra terrível de quatro anos. A história frente a um soldado alemão angustiado na sua loucura, enquanto na França o aviador Gerrard de Burdêau vive as consequências e o fim do conflito que havia prometido acabar com todas as guerras… Mergulhe nos campos lamacentos da Primeira Guerra Mundial, voe ao lado das grandes lendas aéreas de todos os tempos. Faça parte da saga dos Burdêau.
Prestigiaram o evento de Max Wagner , na biblioteca do Regatas, sua mãe, Ivone Rezende Cabral Targa, o filho Estevan Miguel de Souza Targa, o fotógrafo do Grupo Amigos da Fotografia, Rod Tórtoro, além de amigos e associados do Clube.
Max recebeu de AC Tórtoro um exemplar do seu livro Repercutindo Educação.
A bibliotecária Deise recebeu exemplar do livro , “A Última Poesia – Do Orgulho Nasce a Guerra”, das mãos de Max, que veio enriquecer o acervo de mais de dois mil títulos.

A Diretoria do Regatas, como de costume, serviu o tradicional café da manhã aos presentes.
Fotos de Lu Degobbi – Grupo Amigos da Fotografia







Comentários dos Leitores - Antônio Carlos Tórtoro
A Última Poesia - Do Orgulho Nasce a Guerra de Max Wagner



A PRIMEIRA…DE UMA ÚLTIMA POESIA.
“A guerra é realmente uma droga. Ela não prova nada, e não serve para nada…a não ser tirar a vida das pessoas”.
Max Wagner


É muito difícil — eu diria até quase impossível — avaliar uma saga tendo lido somente o seu primeiro volume. A série possui 10 volumes. Mas a amostra — primeiro volume — que recebi do autor, é suficiente para sentir que, Do Orgulho Nasce a Guerra, primeiro volume da saga A Última Poesia, é uma fonte interessante de informações sobre a Primeira Guerra Mundial, produzida em forma de romance.
Trata-se de uma misteriosa carta escrita pelo Barão Vermelho a um piloto francês que se transforma numa poderosa arma de propaganda, podendo mudar o curso da guerra. A personagem principal da trama é o aristocrata e aviador francês Gerrard de Burdêau, que enfrenta um conflito dentro de si para entender aquela guerra inútil, que matou milhões de homens sem deixar vencedores.
Enquanto isso o cabo Adolf Hitler, ferido em um hospital na Alemanha, relembra seu passado e os horrores daquela guerra terrível que durava quatro anos. A História frente a um soldado alemão angustiado no início de sua loucura, enquanto na França, o aviador Gerrard de Burdêau vive as consequências e o fim do conflito que havia prometido acabar com todas as guerras…
Como sabemos, terminada a Primeira Guerra em 1918, o Tratado de Versalhes colocou de lado um programa denominado “Programa dos 14 pontos” e os “vencedores” — entre aspas porque numa guerra não existem vencedores: são todos perdedores — impuseram duras penalidades à Alemanha: perdeu suas colônias, ficou proibida de ter forças armadas, foi considerada culpada pela guerra e teve que pagar uma indenização aos “vencedores”, e, em sendo assim, a Alemanha perdeu muito dinheiro e mergulhou na maior crise econômica de sua história.
Assim, estava aceso o estopim para a Segunda Guerra Mundial, que forneceu, então, farto material para que Max Wagner escrevesse o segundo volume de A Última Poesia, intitulado O Silêncio das Armas – e o terceiro volume, Ascensão Nazista, ainda não publicados.
Informa o autor, na apresentação do seu livro, que: “o maior propósito para escrever um romance militar é mostrar o horror da guerra e que, A Última Poesia foi escrita graças a um grande acervo de livros, documentos, vídeos e imagens sobre a Primeira e a Segunda Guerra Mundial. A pesquisa durou dezoito anos, sua Literatura foi formada pelos testemunhos escritos dos combatentes que viveram essas terríveis guerras. Somente esses homens poderiam ter descrito os acontecimentos, eles viveram todo aquele horror. Esses bravos me deixaram uma impressão a qual tentarei expressar em palavras”.
Em tempo: acabei de ler Nazistas entre nós — meus comentários sobre esse livro estão em meu site http://www.tortoro.com.br/blog/?p=9281 — e foi impossível não encontrar no trabalho de Max Wagner o embrião do nazismo, que já nasceu de uma morte: o assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do Império Austro-Húngaro, quando visitava Sarajevo, capital da Bósnia, em 28 de junho de 1914.
Enfim, mesmo sem conhecer o conteúdo dos outros volumes que completam a obra, penso que A Última Poesia será de grande valia para aqueles que ainda se emocionam com os fatos ocorridos nos mais de trinta anos — 1914 a 1945 — , e que se deliciam com complicados… mas muito interessantes romances de amor.
Antônio Carlos Tórtoro é professor e ativista cultural, foi um dos fundadores da Casa do Poeta e do Escritor de Ribeirão Preto, Academia Ribeirão-pretana de Educação, e Presidente da Academia Ribeirão-pretana de Letras.
ANTONIO CARLOS TÓRTORO
ancartor@yahoo.com
www.tortoro.com.br — com Antônio Carlos Tórtoro.




segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

DIÁRIO DA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL - NOVEMBRO DE 1916



1 de novembro de 1916 - Discurso da Duma de Pavel Milyukov acusa o governo czarista de "estupidez ou traição" em sua execução da guerra.


2 de novembro de 1916 - Aliados anunciam ganhos e perdas no Somme.


Fim da 9ª Batalha do Isonzo - Itália.


4 de novembro de 1916 - Verdun: O Fort Vaux  é retomado por tropas francesas


5 de novembro de 1916 - Reino da Polônia é proclamado pela Alemanha.


7 de novembro de 1916 - Resultados da eleição antecipada parecem ruins para Wilson  - Os resultados indicados como da noite do dia de eleição sugerem o desafiador republicano Charles E. Hughes que derrotará o presidente democrata Woodrow Wilson.


8 de novembro de 1916 - as primeiras mulheres são eleitas no congresso dos Estados Unidos. Mesmo contra as expectativas, Woodrow Wilson é reeleito com pequena vantagem.


9 de novembro de 1916 - Os alemães atacam os russos em Lutsk.


11 de novembro de 1916 - Tem início a ofensiva franco-sérvia de Salônica.


13 de novembro de 1916 - A ofensiva final do Somme começa no rio Ancre.


14 de novembro de 1916 - No Somme os britânicos capturam Beaucourt.


15 de novembro de 1916 - Conferência Aliada em Chantilly - França.


17 de novembro de 1916 - Alemanha promete aos judeus poloneses direitos iguais.


18 de novembro de 1916 - Último Dia da Batalha do Somme.


19 de novembro de 1916 - Em Salônica: Aliados libertam Monastir. 


20 de novembro de 1916 - Woodrow Wilson escreve para as potências beligerantes propondo a paz.


21 de novembro de 1916 - O imperador austro-húngaro Franz Josef  morre aos 86 anos.


22 de novembro de 1916 - Protesto da Bélgica a Potências Neutras: deportações e trabalho forçado.


23 de novembro de 1916 - Alexander Trepov substitui Boris Stürmer como primeiro-ministro russo.


24 de novembro de 1916 - Governo Provisório grego declara guerra contra Alemanha e Bulgária.


25 de novembro de 1916 - Arthur Zimmermann  é nomeado Ministro dos Negócios Estrangeiros da Alemanha.


26 de novembro de 1916 - O navio de guerra Francês Suffren é torpedeado no Mediterrâneo, tudo é perdido.


27 de novembro de 1916 - ataque de Dirigíveis na costa inglesa, dois zepelins alemães  foram derrubados. Civis britânicos e um soldado inspecionam um pedaço de uma bomba alemã.


28 de novembro de 1916 - Primeira invasão de aviões em Londres.


29 de novembro de 1916 - O almirante Sir David Beatty substitui Sir John Jellicoe como Comandante da Grand Fleet, Jellicoe se torna o primeiro Lord do Mar.


O exército americano declara lei marcial na República Dominicana.