quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

TRECHO A ÚLTIMA POESIA DE MAX WAGNER - ÚLTIMOS ACONTECIMENTOS DE 1915


O território alemão na Prússia foi invadido, então a Alemanha iniciou, em 1915, a “Guerra do Pão”, combatendo países que produziam o trigo, entre eles a Polônia.  Os alemães atacaram em Ypres, no norte com 168 toneladas de gás de cloro, 59 mil britânicos e 10 mil franceses morreram contra 35 mil germânicos.

 Em dezembro os alemães começaram a usar os caças Fokker E-I Eindecker, primeiros  aviões  com  metralhadoras  na  dianteira, sincronizada  com a  hélice, conquistando  uma vitória   aérea  que  foi  batizada “ O  Flagelo  dos  Fokker “ . Antes um  avião  só  podia  ser  derrubado  se  colidisse  com  outro, ou  quando  o  piloto  ou  passageiro  levasse  uma  arma  para  atingir  o  inimigo. Os aviões  não  seriam  mais  usados  apenas  para  reconhecimento aéreo.

No final de 1915, o marechal Sir John French foi substituído pelo seu  pupilo;  o  general  Sir  Douglas  Haig,  para  liderar  a  Força  Expedicionária  Britânica. Haig era o imediato de French; eram amigos, mas por causa de desentendimentos nas cansativas  batalhas  de  Flandres,  Haig  ajudou  na  queda  de  French,  que  jamais  o  perdoaria  por  isso. No dia 23 de dezembro, Sir William  Robertson  assumiu o comando do Estado Maior  Imperial  Britânico.

A Inglaterra começou a usar seus primeiros heróis como propaganda, a mais célebre foi a enfermeira inglesa Edith Cavell. Foi uma mulher muito humanitária, ajudava todos àqueles que  necessitassem; tanto soldados alemães quanto aliados. Ficou conhecida por sua afirmação de que “O patriotismo não era suficiente.” Ela foi celebrada por ajudar cerca de 200 soldados aliados a escapar da Bélgica ocupada pelos alemães. Por esse feito  foi capturada pelos alemães em 3 de agosto de 1915, depois fuzilada em Bruxelas em 12 de outubro do mesmo ano. Ela foi citada pela imprensa pela frase “Eu não posso parar enquanto há vida para ser salva”.


Trégua de Natal de 1915 nos Vosges


O soldado alemão Richard Schirrmann - que estava em um regimento alemão posicionado sobre o Bernhardstein, uma das montanhas dos Vosges - escreveu um relato dos eventos em dezembro de 1915:


"Quando os sinos de Natal soaram nas aldeias do Vosges atrás das linhas... aconteceu uma coisa nada militar. As tropas alemãs e francesas fizeram espontaneamente as pazes e cessaram as hostilidade; eles se visitaram uns aos outros através de túneis de trincheira em desuso, trocaram vinho, conhaque, cigarros, pão-preto da Vestefália, biscoitos e presunto. Eles permaneceram bons amigos mesmo depois do Natal."


A disciplina militar foi imediatamente restaurada, mas Schirrmann ponderou sobre o incidente e pensou que talvez "os jovens de todos os países poderiam se reunir em lugares adequados onde pudessem ficar e conhecer uns aos outros.



Essa é a minha última postagem do ano.

Um abraço aos  meus amigos e leitores. Boas férias, Feliz Natal e um Ano Novo maravilhoso a todos.


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