quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Especial de Natal - Filme Feliz Natal e trecho do livro de Max Wagner sobre a trégua de Natal de 1914, durante a Primeira Guerra Mundial

TRÉGUA DE NATAL



                                                                     TRÉGUA  DE  NATAL  DE  1914

                                                  2014  - 100 ANOS  DA  PRIMEIRA  GUERRA  MUNDIAL  

Estamos  comemorando o centenário  da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), como passou a ser definida pela historiografia, ou a Grande Guerra, como foi apelidada na linguagem popular, devido ao cenário de devastação e morte que trouxe consigo e ao abismo de desespero e desatino provocado por um conflito que penetrava como uma faca no coração da civilização europeia, a da Belle Epoque, que se acreditava finalmente isenta de violência e ódios nacionais. Um conflito, com efeito, que mobilizou milhões de pessoas, tanto moradores de cidades quanto simples camponeses, de França, Reino Unido, Alemanha, Áustria, Rússia, mas também Itália e estados balcânicos, entre outros. E que se caracterizou, desde seu começo, como uma longa, extenuante e alucinante guerra de posição, tendo as trincheiras como cenário principal. 
O inimigo presente a poucas centenas ou dezenas de metros, vigilante como você, prendendo a respiração como você, lutando contra fome, frio e ratos, como você, entre uma rachada de metralhadora, um cigarro e uma carta para casa. A vida de trincheira, de um lado e do outro, apresenta os mesmos dramas e os mesmos ritos de sobrevivência.
Homens, afinal, iguais em seus desejos últimos e em suas esperanças, mesmo que trajando uniformes diferentes ou falando idiomas diversos.
É disso, deste fundamental e universal sentimento de humanidade e de seu componente religioso, o reconhecimento de valores que ultrapassam qualquer divisão e inimizade, que trata o filme Feliz Natal (2005), produzido por vários países europeus e dirigido pelo francês Christian Carion. A inspiração do longa lhe vem de fatos realmente ocorridos no front ocidental, em ocasião do Natal de 1914, o primeiro Natal de guerra. Na véspera e ao longo do dia 25 de dezembro daquele ano, com efeito, soldados de ambas as partes em luta saíram das opostas trincheiras da front ocidental, entre França e Alemanha, em vários pontos de seu traçado,  para confraternizar. Trocas de pequenos objetos, cigarros e chocolate, conversas e celebrações religiosas, cantos natalinos e até partidas de futebol disputadas na terra de ninguém, como é chamado o espaço entre as trincheiras inimigas, caracterizaram aquela que recebeu o nome de trégua de Natal.  Simples soldados e oficiais participaram dos eventos, que não foram programados mas que se produziram espontaneamente em vários pontos da linha de fogo, apesar de não ter recebido aprovação sucessiva pelos altos comandos militares.
O filme traz inspiração da história para acompanhar os percursos de alguns militares (alemães, franceses, escoceses) e de um casal de cantores líricos enviados ao front para enaltecer o ânimo das tropas. As notas de “Noite Feliz”, cantadas por estes em alemão, às quais responde uma cornamusa escocesa, desencadeia a confraternização coletiva entre inimigos. É Natal para todos.
Realmente foi uma noite mais feliz. E a mensagem do longa, apesar de certa retórica presente, mostra como, ao menos no começo da guerra, naqueles primeiros meses, o sentimento e a consciência presentes em boa parte dos combatentes das linhas de frente fossem de repúdio por um conflito percebido como absurdo e tragicamente inútil.
As tréguas não se repetiram nos anos seguintes. A guerra de trincheira deu espaço a batalhas que foram autênticas carnificinas. Outros Natais passaram, a razão de Estado vencera. Mas provavelmente no próximo ano, no dia de Natal, junto à cruz dedicada à trégua de Natal de 1914, em Ypres, Bélgica, alguém se encontrará  para lembrar de um fato inusitado e singular.
Trailer  do  filme
https://www.youtube.com/watch?v=fighueJTqKs

Trecho  da  Trégua  de  Natal,  escrito  por  Max  Wagner  no  seu  livro,  A  Última  Poesia  do  Orgulho  Nasce  a  Guerra.


O   Natal de 1914 - A trégua


A trégua foi observada pelos britânicos e alemães na parte sul do saliente de Ypres, na Bélgica. Entretanto, ela ocorreu em vários outros pontos do Front Oeste e por outros combatentes, principalmente os franceses e belgas, embora o fato que os alemães estavam situados em território francês ou belga inibiu qualquer grande demonstração de boa vontade para com os inimigos alemães. Não era incomum breves cessar-fogo serem taticamente aceitos e observados por uma hora ou mais, como durante o café da manhã em setores mais calmos onde apenas poucos metros separavam as tropas aliadas das germânicas; um caso de viva e deixe viver.


O Natal foi iniciado pelas tropas alemãs posicionadas em frente às forças britânicas, onde uma distância curta separava as trincheiras ao longo da Terra de Ninguém. Muitos soldados alemães tinham como era seu costume na véspera de Natal, começado a montar árvores de adornadas com velas acesas. Surpresos os observadores britânicos informaram a existência delas para os oficiais superiores. A ordem recebida foi que eles não deveriam atirar, mas observar cuidadosamente as ações dos alemães. A seguir foram ouvidos cânticos de Natal, cantados em alemão. Os ingleses responderam em alguns lugares, com seus próprios cânticos. Os soldados alemães que falavam inglês então gritaram votos de Feliz Natal para Tommy (o nome popular dos alemães para o soldado britânico); saudações similares foram retribuídas da mesma maneira para Fritz (nome popular dos britânicos para os soldados alemães). Em algumas áreas, soldados alemães convidaram os ingleses para avançar pela Terra de Ninguém e visitar os mesmos inimigos que eles queriam matar poucas horas antes. As armas não dispararam aquela noite. A notícia se espalhou, histórias começaram a se difundir sobre visitas trocadas entre as forças aliadas (incluindo algumas francesas e belgas)


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e os inimigos alemães. Essas visitas não estavam restritas aos soldados rasos: em algumas ocasiões, o contato inicial foi feito entre oficiais, que definiram em conjunto os termos da trégua, acrescentando o quanto seus homens poderiam avançar em direção às linhas inimigas. Estes termos permitiam o enterro das tropas de cada lado que jaziam ao longo da Terra de Ninguém, alguns mortos há apenas uns dias, enquanto outros haviam esperado meses por um funeral. Homens das equipes encarregadas dos funerais entraram em contato com os membros das equipes similares do inimigo quando, então, conversas se desenrolaram e cigarros trocados. Cartas foram encaminhadas para serem entregues para famílias ou amigos vivendo em cidades ou vilarejos invadidos pelos alemães. Houve até uma partida de futebol entre o regimento inglês de Bedfordshire e as tropas alemãs. O jogo foi interrompido quando a bola foi murchada após atingir um emaranhado de arame farpado. Em muitos setores a trégua durou até a meia-noite de Natal; enquanto em outros durou até o primeiro dia do ano seguinte. Os Governos aliados e o alto-comando militar reagiram com indignação. A igreja Católica, através do Papa Benedito XV, tinha solicitado anteriormente uma interrupção temporária das hostilidades para a celebração do Natal. Embora o Governo alemão tenha indicado sua concordância, os aliados rapidamente discordaram: a guerra tinha que continuar, mesmo durante o Natal. Quase imediatamente à trégua, as mensagens enviadas chegaram para os familiares e amigos daqueles servindo no Fronte. Estas cartas foram rapidamente utilizadas por jornais locais e nacionais (incluindo alguns na Alemanha) e impressas regularmente. Os soldados na linha de frente foram praticamente unânimes em expressar seu espanto com os eventos do Natal de 1914. A reação foi de tanta que precauções especiais foram tomadas para que a trégua de Natal jamais fosse repetida. Os eventos do final de dezembro de 1914 foram proibidos. Investigações foram conduzidas para determinar se a trégua não fo i organizada anteriormente, não conseguiram provar nada. Foi um evento espontâneo, que ocorreu em alguns setores, mas


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não em todos.

A trégua de Natal no Front Oeste foi a mais surpreendente e, certamente, a mais espetacular de que já teve notícia na história da humanidade. Mesmo naquele pacífico dia de Natal, a guerra não foi completamente esquecida; muitos dos soldados que apertaram as mãos do inimigo em 25 de dezembro trataram de observar a estrutura das defesas, para que se pudesse tirar vantagem em qualquer falha dos inimigos no dia seguinte.

O Kronprinz (príncipe herdeiro) Guilherme, filho do Imperador Alemão encarregou-se pessoalmente de humilhar e punir os soldados alemães que confraternizaram com os aliados, muitos foram enviados em vagões de trem para setores onde a morte era certa por causa do frio, principalmente para a Rússia.

Apesar da trégua de Natal, aquele ano havia sido terrível para ambos os lados. Trezentos e seis mil franceses haviam perdido a vida em menos de seis meses de batalhas, o Exército francês possuía 2 milhões de homens, ou seja, em poucos meses a França perdeu quase 20% dos seus homens. Os alemães também tiveram pesadas baixas (241 mil soldados). Aquela guerra era com certeza a mais desumana e mortal da História. Estes foram os últimos acontecimentos do primeiro ano de batalhas da Grande Guerra.

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quinta-feira, 13 de novembro de 2014

SÉRIE GUERRAS MUNDIAIS NO HISTORY

A  série  Guerras  Mundiais  têm  passado  regularmente  no  canal  digital   History - Uma  grande  oportunidade  para  os  amantes  da  Primeira  Guerra  Mundial.

http://seuhistory.com/programas/guerras-mundiais


 Guerras Mundiais - History Channel Dublado 





Minissérie em 6 episódios, que traz a história de uma geração de homens que lutaram como soldados nas trincheiras da Primeira Guerra Mundial, e que se tornaram líderes na Segunda Guerra Mundial. Hitler, Churchill, De Gaulle, MacArthur, Patton, Stalin e Mussolini hoje são conhecidas lendas globais, e fizeram parte das duas guerras sangrentas que abalaram a humanidade por 30 anos. Desde as primeiras batalhas, eles souberam o quanto lhes custaria subir ao poder, lutando por suas vidas na linha de frente. As lições que aprenderam ali os moldou, e os revelou quando o combate irrompeu de novo. Alguns se tornaram heróis, forjados pela coragem debaixo de fogo; outros, despontaram como os vilões mais infames que o mundo já viu. Reconstituir as guerras mundiais dessa forma, é contá-la através desses homens em uma abordagem única e inédita: a Primeira Guerra os mudou e na Segunda Guerra, eles mudaram o mundo.


Episódio 1: A bala de um assassino acende um conflito global que evolui rapidamente para a mais mortal guerra que a humanidade já viu. No meio do caos, uma nova geração de soldados emerge, incluindo um grupo de homens que se tornariam os líderes mais infames do século 20.

Episódio 2: The World Wars do History Channel traz para você a história das devastadoras três décadas de guerras mundiais do século 20 através dos olhos dos homens cujos personagens foram forjados nas trincheiras antes de comandarem o mundo à beira do desastre. Das batalhas de Ypres e do Somme à Batalha de Bulge e a invasão da Normandia, as figuras icônicas da Segunda Guerra Mundial tornaram-se sinônimo de glória no campo de batalha ou de um regime fascista assassino.

Episódio 3: A Primeira Guerra Mundial pode ter acabado, mas as tensões em todo o mundo continuam a ferver e as divergências fazem formar alianças novamente. Poucos percebem, mas as sementes do próximo grande conflito mundial já foram semeadas.

Episódio 4: Alemanha, Itália e Japão formam o Eixo. A América se mantem alheia aos problemas europeus. Hitler faz um pacto com Stalin para dividir a Polônia, invadida em setembro de 1939, o início oficial da Segunda Guerra. Churchill assume como Primeiro Ministro, enquanto Hitler toma quase toda a Europa Ocidental em poucos meses. A Inglaterra está na mira dos nazistas. Os meses da blitz sobre Londres não quebram o moral dos ingleses. No Oriente, o Japão ameaça ocupar as filipinas, estratégico território americano na região, onde o general MacArthur está em inferioridade. O bloqueio econômico ao Japão leva ao ataque surpresa à frota naval americana no Havaí. A América é tragada para a guerra. Hitler decide quebrar o pacto com Stalin e invade a Rússia. A guerra se espalha pelo planeta.

Episódio 5: Os Estados Unidos entram na guerra, disponibilizando o poder da máquina industrial americana em favor dos aliados. As Filipinas são tomadas pelos japoneses, um golpe duro para o general MacArthur, obrigado a uma humilhante retirada. Hitler se adianta em declarar guerra aos Estados Unidos. Os esforços para manter a guerra na frente oriental começam a exigir enormes sacrifícios dos exércitos nazistas, assim como da população alemã. Churchill e Roosevelt se unem finalmente contra o Eixo. Tomar a cidade de Stalingrado torna-se um objetivo moral definido por Hitler. A quebra dos códigos japoneses permite adiantar aos americanos os objetivos militares japoneses: as ilhas de Midway serão o palco da virada decisiva da guerra no Pacífico. O rigoroso inverno na Rússia dificulta ainda mais as ações alemãs na frente oriental. Stalingrado resiste. A maré vira decisivamente à favor de Stalin. O general Patton comanda as forças americanas subindo da África do Norte até a Itália, em junho de 1943. Mussolini é deposto e a Itália fica nas mãos dos nazistas.

Episódio 6: Em janeiro de 1943, durante a Conferencia de Teerã, Roosevelt e Churchill decidem juntar forças com Stalin, atendendo ao pedido da abertura de uma frente ocidental para esmagar os nazistas. Enquanto a guerra sobe pela Itália, os aliados preparam planos para a invasão da França, que acontece em 6 de junho de 1944: o Dia D. Enquanto isso, MacArthur retorna vitorioso às Filipinas e planeja a invasão do Japão. Na Europa, Patton retoma o comando de suas tropas em direção à Alemanha. Hitler está cercado em Berlim, quando Roosevelt morre. Mussolini é executado na Itália. Truman assume a liderança americana no fim da guerra na Europa. Hitler dá cabo de sua própria vida em seu bunker. A guerra segue com esforços gigantescos no front do Pacífico. Stalin torna-se uma ameaça ao equilíbrio mundial. A decisão dos ataques nucleares ao Japão abrevia o conflito. Ao final da Segunda Guerra, trinta anos passados desde o começo da Primeira Guerra, mais de 100 milhões de vidas se perderam e o mundo jamais foi o mesmo depois das Grandes Guerras.

ESPECIAL ESTADÃO SOBRE A PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

Não  Percam, O  Estadão  preparou   um  jornal  virtual  sobre  a  Primeira  Guerra  Mundial,  em  comemoração  ao  centenário  do  conflito  que  ocorreu  entre  1914-18. 



sábado, 4 de outubro de 2014

O Maior acidente ferroviário da França aconteceu durante a Primeira Guerra Mundial

Colisão de trem Saint-Michel-de-Maurienne


Acidente de trem
Saint-Michel-de-Maurienne
Estela comemorativa do acidente na entrada de Saint-Michel-de-Maurienne linha aérea Maurienne.
Estela comemorativa do acidente na entrada de Saint-Michel-de-Maurienne com vista para a linha de Maurienne .
Características acidente
Data12 de Dezembro de 1917
TipoDescarrilamento e fogo
SítioSaint-Michel-de-Maurienne
Morto435
Recursos da Câmera
Tipo de dispositivoComboio de passageiros (em licença)
EmpresaPLM / Diretoria de Transporte Militar da armada
Número de identificaçãoML 3874
Localização
Informações de contato45 ° 12 '39 "N 6 ° 29 '01" E45 ° 12 '39 "North6 ° 29' 01" Oriente
Geolocalização no mapa: Savoie
(Ver localização no mapa: Savoie)
Colisão de trem Saint-Michel-de-Maurienne
Em 12 de Dezembro de 1917 nos Alpes , é o mais grave acidente ferroviário ocorrido na França .
O descarrilamento ocorreu na descida do vale de Maurienne entre Modane e Saint-Michel-de-Maurienne no departamento de Savoie , um trem cheio de sobrecarga de licença de voltar do front italiano foi morto 435 , .

Contexto 


General Fayolle, comandante das tropas francesas na Itália em novembro de 1917.
Após a derrota do exército italiano durante aBatalha de Caporetto a 24 de Outubro de 1917 , uma força expedicionária franco - britânicos120 000 homens foi enviado para o nordeste daItália para reforçar a frente italiana. Um mês depois, e uma vez que a situação se estabilizou, o general Fayolle comandante das tropas francesas na Itália, conceder permissões aos soldados que tinham anteriormente lutaram na frente oriental da França , . Transporte de licença é organizado pela Diretoria de Transporte Militar da armada (DTMA) que utiliza os serviços e equipamentos de empresas ferroviáriasfrancesa e italiana .
No final de novembro de 1917 , o DTMA estabelecer um plano para o transporte ferroviário para transportar soldados em licença de Vicenzana Itália para Lyon e Chagny na França. O plano prevê a criação de um trem diariamente para transportar 600 soldados para a França por um período inicial de seis dias. O primeiro trem sai Itália em 30 de novembro às 18 horas, chegou em Modane no dia seguinte às 16 horas e continua sua jornada em França. Este dispositivo é renovado por mais um período de seis dias, o número de soldados transportados é dobrado para trens que saem a Itália, em 11 e 12 de Dezembro. Além disso, a estação de partida é agora a de Bassano del Grappa localizado a nordeste do Vicenza .
O trem sai da cidade italiana de Bassano del Grappa em 11 de Dezembro de 1917 sobre a licença ganha 1.200 francês e tem dezessete carros . Às vezes, no meio da tarde de 12 de Dezembro de 1917 , em Turim, e tornou-se chefe do túnel Mont Cenis através do Vale Susa . Dada a sua tonelagem (530 toneladas), devido à sua extensão e composição, o trem é dividido em dois a partir da estação de trem em Bardonecchia , porque ele não podia subir as encostas que levam ao túnel.Ambos os conjuntos assim formado separadamente ganhar estação Modane à noite, onde eles são reagrupados para formar o trem PLM ML 3874 , . Às 22 h 47, o trem saiu em deixar Modane para Chambéry , ,  Ele descarrilou poucos minutos depois para 14 quilômetros a jusante de Modane antes de passar Saint-Michel-de-Maurienne em um lugar chamado The Saussaz.

Composição do comboio 


A locomotiva 2555 PLM idêntico ao 2592 locomotiva ML 3874.
Depois de deixar a estação italiana de Bassano del Grappa, treinar licenciar francês consiste em dezessete carros. Após a chegada na estação de fronteira, em Bardonecchia é dividido em dois trens para chegar ao túnel de Mont Cenis :
  • treze das dezessete carros e uma van foram adicional montado no trem 7020;
  • os outros quatro carros, uma van e trinta e um carros vazios são montados para formar o trem MM.
Os dois trens italianos chegam Modane, na noite de 12 de Dezembro de 1917 . O trem 7020 está na fila na estrada No. 25 da estação eo trem MM na pista n º 2. locomotiva PLM em 2592 , que estava esperando na estrada n º 24 a partir do meio da tarde, deverá montar os carros de trem em licença para compor o ML trem 3874 para Chambery. A recuperação manobra do trem está atrasado, no entanto, pela passagem e paragem de dois trens de passageiros trem expresso n º 12604 de Paris. A maioria dos oficiais em licença serão beneficiados com a presença do comboio de civis a deixar o trem militar e continuar sua jornada em separado dos outros soldados , .
O trem foi reconstituído ML 3874: 2592 locomotiva e concurso , uma van da frente, dezessete carros e um vagão. Quinze carros são bogies , os outros dois carros e duas vans são eixos . Todos os carros são feitos de madeira, italiano fez, e pertencem à empresa Ferrovie dello Stato (FS). A van da frente também pertence ao FS enquanto a cauda pertence à Companhia Ferroviária do Norte . O comprimento do trem está a 350 metros , para um peso bruto de 526 toneladas .
Todos os carros têm o sistema de freio automático contínuo e manual do sistema . No entanto, a partida do trem, o sistema de travagem automática permanecerá ativado na van da frente e os três primeiros carros, ele está desativado em outros carros. Setembro brakemen  são então distribuídos a esses veículos para um freio manual. Este disparate modo de frenagem é aquele geralmente usado na época pela empresa PLM para comboios de mercadorias que os comboios militares foram assimilados.
A tabela abaixo detalha os elementos do processo e destaca a sua composição heterogênea.
Composição do comboio ML 3874 de12 de Dezembro de 1917 a partir de Modane
ElementoTipoEixos / bogiesTravagem automática
on?
Brakeman
Locomotivan º 2592
Tender
Van FrentevaneixosSimSim
Car No. 13 carro de classebogiesSimNão
Car No. 23 carro de classebogiesSimNão
Car No. 33 carro de classebogiesSimSim
Car No. 4Mixed carro de classe 1 endeixosNãoNão
Car No. 53 carro de classeeixosNãoSim
No. 6 carroClasse 1carrobogiesNãoNão
Car No. 73 carro de classebogiesNãoNão
Car No. 83 carro de classebogiesNãoSim
Car No. 9Mixed carro de classe 1 endbogiesNãoNão
Car No. 103 carro de classebogiesNãoNão
Car No. 113 carro de classebogiesNãoSim
Car No. 122 carros de classebogiesNãoNão
Car No. 132 carros de classebogiesNãoNão
Car No. 143 carro de classebogiesNãoSim
Car No. 15Classe 1carrobogiesNãoNão
Car No. 163 carro de classebogiesNãoNão
Car No. 173 carro de classebogiesNãoNão
CaboosevaneixosNãoSim
Sim = Sim, Não e Não = N

A linha entre Modane e Saint-Michel-de-Maurienne 


Entre as estações de Modane e Saint-Michel-de-Maurienne, a inclinação média da linha é 346 m ao longo de uma distância de 15,590 km, ou 22 ‰. A queda é ainda cerca de 30 ‰, em alguns lugares, especialmente entre o túnel da Grande Muralha e do túnel entre a Gap eo túnel eo túnel Bronsonnière de Doucière.

Perfil ao longo da linha entre Saint-Michel-de-Maurienne e Modane.

O descarrilamento 


A cena do acidente em julho de 2013 A ponte pedonal no fundo estava em vigor em 1917.
O trem sai da estação de Modane a 22 h 47. O início da descida irá começar, mas a partir de Freney , logo após Modane, o trem toma velocidade excessiva está a aumentar. Logo se torna incontrolável, lançado a uma velocidade de 135 kmh,medido pelo registro da velocidade da locomotiva, e 150 kmh entre Orelle e Saint-Michel-de-Maurienne , .
engenheiro opera o apito da locomotiva para alertar guarda-freio , mas as ações destes últimos são insuficientes tão rapidamente e em um declive tão íngreme. O trem descarrilou em seguida, pouco antes de entrar na estação de Saint-Michel e carros emaranhado bater contra um muro de contenção de uma trincheira no povoado de Saussaz e pegar fogo rapidamente.
O primeiro carro descarrilou em KP 222 da linha, algumas centenas de metros a leste da ponte ferroviária sobre o rio Arc . Este descarrilamento se espalha para todo o comboio, a maioria dos carros batendo contra o muro de contenção datrincheira de St. Anne, o lado direito da estrada  após a ponte ferroviária na direção da viagem, e contra a bateria ao norte de uma ponte da estrada que conduz à aldeia de Saint-Anne . O acoplamento entre a proposta e as primeiras van quebra na ponte de 1 300 metros acima da estação de Saint-Michel-de-Maurienne. A locomotiva e concurso continuam a sua jornada em direção a Saint-Michel-de-Maurienne, enquanto os veículos de madeira, rebaixada para o outro, pegar fogo. O fogo continua até que o seguinte à noite. Quatorze carros foram completamente destruídos pelo impacto e fogo. Apenas a frente van, o primeiro carro, o vagão e os dois últimos carros para escapar do fogo e são apenas parcialmente ferido.


Esboço do acidente.
O mecânico Girard, muito ocupado em seus freios falharam, não percebe de imediato a ausência de carros. Lançamentos da equipe, a locomotiva chega em qualquer estação velocidade Saint-Jean-de-Maurienne , onde ela acabou também descarrilar. Girard está a fazer saltar à entrada da estação de. Ele e soldados escoceses que aguardam a sua partida para Modane (duas divisões britânicas também tinha sido enviado para o front italiano em outubro), e funcionários das duas estações ferroviárias imediatamente deixar a cena do acidente, em uma tentativa de trazer alívio enquanto o tocsinsons no vale. Sua actividade é dificultada pelo cume íngreme onde o trem incidente, os carros de bombeiros, mas também a altura dos detritos empilhados.
Aos poucos, como o dia parece, os feridos foram transferidos para o hospital em Modane e Saint-Michel-de-Maurienne, que gradualmente transformada em necrotério improvisado. Cinco dias para recuperar todos os corpos e fazer razoável novamente a linha.

Avaliação do acidente 


Fotografia tirada durante as operações de compensação que mostram os restos de vagões de trem caiu.
Como o hospital militar de Saint-Jean-de-Maurienne, a fábrica de massas Bozon Verduraz-muito perto do local do acidente, foi requisitado e convertido em um posto de socorro e capela .
O número real de vítimas pode nunca ser finalizado, o trem chegando da Itália, que de fato fez muitas paradas antes de Modane, durante o qual os militares aproveitaram a oportunidade para sair ou se juntar, é impossível saber o número exato de passageiros a bordo no momento do acidente .
A partir da pilha de sucata de metal, mais de 424 corpos foram retirados e oficialmente identificados; Mais de 135 corpos não poderia ser; 37 corpos foram também encontrados ao longo do reator e à beira da pista, entre La Praz ea ponte de ferro, soldados saltou do trem e depois expulsos pelas convulsões incontroláveis. Eles foram enterrados em um terreno comum ao lado do cemitério. Apenas 183 homens no trem teria respondido a chamada na manhã de 13 de dezembro .
O que havia no final da pesquisa 425 mortos, 423 soldados e dois trabalhadores ferroviários. O número provisório é então:
  • 350 sobreviventes
  • 207 feridos
  • 148 mortos identificados
  • 277 mortos não identificado
Os corpos recuperados foram inicialmente enterrados em valas comuns no ossuário . Eles serão transferidos, em 1961, no Cemitério Nacional da Doua perto de Lyon .
Note-se que o chefe da estação de La Praz, passou o trem para velocidade louca, alertou a estação de Saint-Jean de Maurienne atrasar o início de uma série de soldados britânicos para evitar um novo desastre.

Levantamento e censura 

O acidente permaneceu confidencial segredo militar por muitos anos após o fim da guerra. Na época, o governo silencia a imprensa francesa não comunicar o acidente ou logo Figaro dedica apenas 21 linhas em sua edição de 17 de Dezembro, quatro dias após o desastre , eo jornal "Vienna ea Guerra", no qual afirma-se :

  • 13/12/1917: "Um acidente ferroviário grave ocorre no Savoy. Um trem de licença, retornando da Itália para a França descarrilou. Há, infelizmente, mortos e um grande número de lesões. "
  • 1917/12/17: "O funeral de Estado para as vítimas do acidente ferroviário aconteceu no Savoy durante a noite de 12 a 13, realizada em Saint-Jean de Maurienne. Honras militares foram rendidos por destacamentos de tropas francesas, britânicas e italianas. O governo foi representado pelos ministros das obras públicas e da justiça. Este último fez um discurso eo Rostagno Geral Italiana. "
Um tribunal reuniu-se  tentar   julgar a  ferroviária companhia ferroviária de Paris a Lyon e do Mediterrâneo(PLM), o mecânico, mas todos são em última análise, absolvido. Capitão Fayolle, que obrigou o comboio, apesar das advertências de que o mecânico não estava preocupado por sua vez. 
Em junho de 1923, André Maginot , ministro da guerra, inaugurou um monumento às vítimas no cemitério de Saint-Michel-de-Maurienne Em 1961, os restos mortais de vítimas foram transferidas para o Cemitério Nacional Militar Lyon-La Doua .Em 12 de dezembro de 1998, o 81 º aniversário do acidente, um monumento foi inaugurado no lugar chamado The Saussaz, perto do local da tragédia.
O acidente  continua a ser o maior desastre de trem na França. É também o mais trágico de memórias Grande Guerra(1914-1918) na região.