domingo, 22 de setembro de 2013

O Maior Atirador de Elite de Todos os Tempos

SIMO HÄYHÄ, A MORTE BRANCA: O MAIOR FRANCO-ATIRADOR DA HISTÓRIA

Simo Häyhä - Morte Branca
Perspicaz e ágil como uma águia, Simo Häyhä aterrou o imaginário dos soldados do gigantesco exército de Stalin que invadira a pequena Finlândia, em 1939. Simo defendeu seu país, inspirou seus compatriotas e – em pouco mais de 100 dias – conduziu mais de 700 soldados soviéticos aos eternos túmulos de gelo da mãe nórdica. Equipes especiais foram constituídas para caçá-lo, mas nenhuma sobreviveu, barragens de fogo incendiaram a neve, mas nada lhe aconteceu. Häyhä sofreu apenas um disparo – na cabeça e, incrivelmente, sobreviveu e matou seu pretenso algoz.
A extraordinária história de Simo häyhä teve início na cidadela finlandesa de Rautajarvi, em 1906. Simo, como quase todos na sua cidade, era um simples fazendeiro. Costumava passar horas caçando ou treinando tiro nas florestas para se livrar do tédio. Aos 18 anos se viu envolto de grandes problemas nacionais decorrentes da Primeira Guerra Mundial, das “guerras” de independência contra a Rússia e da Guerra Civil Finlandesa.
Após a Primeira Guerra Mundial (1918), o Império Russo – que já havia capitulado para os alemães em 1917 – deixou de existir perdendo territórios, a pequena Finlândia tornou-se livre. A liberdade finlandesa durou até 1939 quando, mais uma vez, tropas ligadas a Moscou marcharam sobre o solo nórdico. Simo Häyhä, que já havia servido seu período obrigatório, foi readmitido e empregado na honrosa resistência dos patriotas, já que a vitória, por meios próprios, seria praticamente impossível.
A superioridade numérica do exército de Stalin era esmagadora, quase quatro vezes maior que o exército finlandês. Ignorando a superioridade soviética, os nórdicos marcharam para a guerra como verdadeiras feras. Lutaram pela Finlândia na derradeira carnificina que ainda jorrava liberdade. Nesse momento, Simo Häyhä inspirou seus compatriotas, intimidou a coragem do exército vermelho e fez o que mais sabia fazer: caçar – soviéticos.
Häyhä conhecia bem sua região e inimigo algum estaria seguro nas gélidas florestas ao norte do Mar Báltico. Furtivamente, sepultou inimigo após inimigo com precisão e ferocidade ímpar. Em pouco mais de 100 dias de guerra, Simo teria executado mais de 700 soldados inimigos. Simo utilizou seu rifle (Mosin Nagant M28) para abater aproximadamente 542 inimigos, neutralizando outras 200 presas com sua submetralhadora. [há confusão sobre os reais números]
Incrivelmente, a “Morte Branca” – como ficou conhecido – neutralizou considerável parte dos seus alvos sem mira telescópica. Utilizando mira telescópica aberta (sem aparato de precisão), tombou oficiais inimigos com mais de 400 metros de distância, mesmo com as péssimas condições de tiro (inverno). Também era destacado por conseguir atirar melhor sentado do que deitado e que, embora houvesse diversas tropas inimigas patrulhando seu rastro, conseguia se locomover dando, quase sempre, apenas um tiro por posição.
Furiosa, Moscou emitiu ordens para morte ou captura do destacado e “solitário” franco atirador herói. Vários grupos “counter sniper” (franco atiradores que caçam outros atiradores) foram constituídos e lançados no seu encalço, grupos estes que apenas aumentaram as baixas soviéticas. Sem lograr êxito contra o “fazendeiro”, barragens de fogo foram desencadeadas pela artilharia terrestre soviética. Aviões e navios também teriam participado. Nada funcionou e a Morte Branca continuou a vagar entre as fileiras soviéticas.
Simo teria sido ferido apenas uma vez – na cabeça por uma bala, supostamente explosiva, que destruiu parte da sua mandíbula esquerda. Mesmo ferido, rastreou e neutralizou seu atacante. [sobre esse incidente, as fontes divergem um pouco: enquanto alguns afirmam que teria ocorrido na defesa da Finlândia, outros tecem que teria ocorrido por ocasião da invasão alemã à URSS – os finlandeses "auxiliaram" as tropas germânicas, pois Moscou também era sua inimiga]
Costuma-se dizer que a alcunha “Morte Branca” provém do uso da tradicional camuflagem militar finlandesa aliada ao alto número de mortes, mas apenas em pequena parte. Sua origem encontra respaldo nos “brancos” vitoriosos que lutaram contra os “vermelhos” na Guerra Civil Finlandesa (1918): os Brancos eram contra o domínio russo, sendo apoiados pelos alemães, enquanto que os Vermelhos apoiaram a então URSS.
Sobre a opção de Simo de evitar miras telescópicas, dizia que estas requeriam cuidados que não gostaria de ter, tendo também recusado um modelo de rifle mais avançado pelo motivo de que a mira o faria levantar demais a cabeça para atirar, o que lhe poderia ser fatal.
O herói finlandês também era modesto: quando indagado a respeito do seu segredo, respondia que não havia nada de especial. Apenas o amor pelo seu País. Fora isso, apenas o que todo soldado deve saber: conhecer sua arma, região de atuação e paciência para passar dias inteiros esperando uma boa oportunidade. Teria dito: “Cumpri da melhor forma possível as missões que me confiavam”.
Apesar de ter inspirado seus compatriotas e destes terem lutado de forma extraordinária contra os invasores, a liberdade finlandesa foi sufocada pelo enérgico abraço do urso soviético.
Simo Häyhä, a Morte Branca, morreu de causas naturais aos 96 anos de idade, em 1º de abril de 2002, na sua tão amada Finlândia.
PANO DE FUNDO:
A Guerra Russo-Finlandesa, ou Guerra de Inverno, foi mais um dos desdobramentos da Segunda Guerra Mundial e teve seus dias contados entre 30 de novembro de 1939 e 12 de março de 1940. Ao seu final, a incompetência do exército da URSS se tornaria motivo de piada em diversas cúpulas militares.
A soberba de Stalin e de seus generais custou caro à URSS. Ambicionando a reconquista do seu antigo território báltico, desafiou a bravura dos soldados nórdicos e o rigorosíssimo inverno finlandês.
A Finlândia tinha um exército de apenas 300 mil homens, sendo que apenas 50 mil eram soldados regulares, o que a obrigou a iniciar seu recrutamento. O exército vermelho (URSS), por sua vez, invadiu com um efetivo que logo alcançaria 1 milhão de soldados mais o grande emprego da aviação e carros de combate.
Depois de poucos mais de 100 dias, a Guerra de Inverno teve fim e foi vencida por um exército que não ganhou. O Estado finlandês tinha uma demografia baixa quando comparado ao Estado de Stalin. Simplesmente não havia condições de repor suas baixas em uma guerra prolongada. A Finlândia capitulou, mas em “termos favoráveis”.
Os finlandeses perderam aproximadamente 26 mil soldados, enquanto que a URSS amargou 250 mil mortos e 400 mil feridos.
Apesar da vitória, o tremendo saldo negativo da Guerra Russo-Finlandesa obrigou a Rússia a escrever mais um capítulo difícil, talvez vergonhoso, já que seu exército foi único europeu a se envolver e perder grandes guerras no último século – Guerra da Crimeia, Guerra Russo-Japonesa e Primeira Guerra Mundial.

Adolf Hitler quase morreu aos 4 anos

    QUANDO HITLER QUASE SE AFOGOU

Padre Johann Kuehberger. Foto: autor desconhecido

Em 1980 o padre Max Tremmel contou uma história curiosa, mas com nenhuma prova para dar veracidade. Segundo Tremmel, seu antecessor, o padre Johann Kuehberger, quando criança havia salvado ninguém menos do que Adolf Hitler da morte certa. O pequeno Hitler tinha somente 4 anos quando caiu nas águas geladas do rio Inn, em Passau, lugar onde o futuro ditador cresceu.
Hitler por volta dos 10 e 12 anos de idade. Foto: autor desconhecido


Anna Elisabeth Rosmus, uma autora que viveu em Passau, disse que o conto era conhecido pela maioria das pessoas na cidade no livro “Deixando a cidade que Hitler chamou de lar” que conta as relações da família dela com o futuro Führer. Em um dos capítulos, Anna descreve exatamente o mesmo acontecimento:
Apesar da história curiosa, não havia provas de ter acontecido. Contudo, recentemente foi encontrado um antigo jornal de Passau, o Donauzeitung-Danúbio, datado em janeiro de 1894, narrando um salvamento heroico de um pequeno de 4 anos. A criança havia escorregado no gelo fino, que se quebrara, afundando nas águas semi congeladas do rio Inn. Quando estava prestes a se afogar, um menino mais velho mergulhou, salvando a vítima até então desconhecida. Para os historiadores essa pode ser uma das peças que faltava para confirmar a história de Tremmel. Após o achado, houve ainda a entrevista de moradores locais para tentar conhecer um pouco mais do episódio de quase afogamento. A maioria dos cidadãos de Passau disseram ter ouvido essa história pelos idosos que contavam ser o pequeno Hitler no incidente.

Felizmente para o jovem Adolf, o filho do dono da casa onde ele morava era capaz de tirá-lo a tempo e assim salvando sua vida.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

O Assassinato de Sissi (Imperatriz da Áustria)



O  Assassinato  de  Sissi  (Imperatriz  da  Áustria  e  Rainha  da  Hungria) esposa  do  Imperador   Francisco  José,   ele   foi  tio  de  Francisco  Ferdinando  que  também  foi  assassinado  dando  início   A  Primeira  Guerra  Mundial.  Em 10 de setembro de 1898, o anarquista italiano Luigi Lucheni entrou para a história pela porta dos fundos ao assassinar Elizabeth, imperatriz da Áustria e rainha da Hungria. A punhalada que desferiu no peito de Sissi, apelido pelo qual a imperatriz ficou conhecida, rendeu uma condenação pela Justiça à prisão perpétua e outra pela sociedade ao esquecimento.Tamanho ódio se justifica: Sissi estava para o século 19 como a princesa Diana esteve para o 20. Casou-se aos 16 com o primo, Franz Joseph, imperador da Áustria, e, linda, dedicou-se a causas humanitárias – por isso, sempre visitava asilos e hospitais. Foi transformada em uma trilogia para o cinema na década de 50, com Romy Schneider no papel principal.Seu algoz morreu após 12 anos de prisão em um suicídio duvidoso. Desde então, apareceu em biografias de Sissi como coadjuvante do capítulo final da vida dela. Mas a reaparição de manuscritos redigidos e ilustrados por ele durante o cárcere – um livro com anotações e um capítulo de sua autobiografia – o transformou em personagem principal. Em Memórias do Assassino de Sissi (Novo Conceito), o historiador Santo Cappon publica a íntegra desses documentos e traça um panorama da trajetória de Lucheni, a partir da infância miserável. Órfão rejeitado e adulto oprimido pela falta de oportunidades, ele apresenta-se como um homem desesperado que encontrou num ato anarquista uma válvula de escape para sua revolta.

A Crueldade da Guerra

A tristeza nos olhos de Hans dizem muito. Ele era apenas uma criança lutando em uma guerra de adultos. Foto: John Florea/LIFE Magazine/Getty Images
A Segunda Guerra Mundial foi uma das guerras mais cruéis pela qual o mundo passou. Ela não era um conflito só entre países, ou apenas interesses políticos e que só envolvia adultos; ela estava em todos os âmbitos, estava nas cidades, dentro das casas e puxava todos para o conflito, inclusive as crianças.
Foto: John Florea/LIFE Magazine/Getty Images
Hans-Georg Henke pode ser considerado o rosto dessa guerra, a face da tristeza. Em todas as suas fotos, tiradas poucos dias antes dele ser capturado pelos soldados russos, mostra apenas uma criança assustada, sem rumo em meio ao caos e aos bombardeios vindo das tropas russas.  Hans caiu em lágrimas, uma vez que seu mundo havia ruído, tudo a sua volta estava destruído e seu país não era mais o mesmo. Quando entrou para a Luftwaffe tinha apenas 14 anos. Ele não se alistou para a frente de batalha porque gostava da guerra, mas porque precisava sobreviver; seus pais haviam morrido e ele se separara dos irmãos. O pai morrera em 1938 e a mãe em 1944.
Foto: John Florea/Getty Images
Henke entrou para o esquadrão anti-aéreo alemão para se sustentar. Quando o conflito acabou, o menino de 15 anos andou 60 milhas (cerca de 96 km) buscando alcançar as linhas americanas, pois tinha medo de ser capturado pelos russos. Por fim, foi pego pelos soldados russos, em 3 de abril de 1945.
Foto: John Florea/Getty Images
Foto: John Florea/Getty Images
No momento em que se encontrou com as tropas russas, em meio aos bombardeios contra os soldados alemães, diversas fotografias foram tiradas pelo fotógrafo John Florea e seu rosto ficou conhecido como um dos símbolos da crueldade da guerra. Após o fim do conflito e já capturado, os russos alimentaram o menino e outros soldados que estavam com ele e depois mandaram que todos fossem para suas casas.  Hans-Georg voltou para sua cidade natal em Finsterwalde, se reencontrou com os dois irmãos e iniciou uma nova vida. Morreu em 6 de outubro de 1997, após ter uma vida plena, porém suas fotos eternizaram para sempre o semblante de uma criança em meio à guerra.
Foto: John Florea/Getty Images
Foto: John Florea/Getty Images

terça-feira, 10 de setembro de 2013

A ÚLTIMA POESIA : Palestra do escritor Max Wagner, As Mídias Digi...

A ÚLTIMA POESIA : Palestra do escritor Max Wagner, As Mídias Digi...: No  dia  07  de  Setembro  eu  palestrei  na  Casa  do  Poeta  e  do  Escritor  de  Ribeirão  Preto,  o  tema  foi  "  As  Mídias  Dig...

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Hitler lutou contra C.S. Lewis e J.R.R. Tolkien

Muito antes de colocar os pés na Terra Média, J.R.R.Tolkien precisou passar por lugares bem menos agradáveis: os campos de batalha da Primeira Guerra Mundial. Ele lutou, entre outras, na disputa que mais tarde ficaria conhecida como a Batalha de Somme, travada por ingleses e franceses contra tropas alemãs, na região do Rio Somme, na França. O conflito durou pouco mais de 4 meses, de 1º de julho a 14 de novembro de 1916, e é considerado um dos mais sangrentos da história.
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John Ronald Reuel Tolkien com seu uniforme, em 1916
O autor de “O Hobbit”, “Senhor dos Anéis” e “O Silmarillion”, que tinha 24 anos na época da batalha, não era o único grande nome a participar da luta – seu amigo íntimo, o escritor C.S. Lewis, que à época tinha apenas 18 anos e nem sonhava que um dia seria o criador de Nárnia, também defendia seu país durante a guerra. Tolkien era subtenente dos fuzileiros de Lancashire.
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Clive Staples Lewis (esquerda) em foto tirada durante a Primeira Guerra Mundial
Para completar esse cenário inusitado, do outro lado do front havia um soldado que mais tarde seria bastante conhecido por seus feitos: Adolf Hitler. Ele era parte da Divisão de Reserva da Bavária, e foi o único entre os três a se ferir durante o conflito, pois foi atingido por um tiro na perna no dia 7 de outubro de 1916.
Foi sobre sua experiência na Primeira Grande Guerra que Hitler escreveu o livro que, mais tarde, ficou conhecido como um dos ícones do nazismo, o Mein Khampf, ou “Minha Luta”, em que, de acordo com especialistas, ele faz um relato muito mais heroico do que sua verdadeira atuação durante a guerra.
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Adolf Hitler, como soldado durante a Primeira Guerra Mundial
A Batalha de Somme foi a única que reuniu Lewis, Tolkien e Hitler em um mesmo conflito, apesar de todos terem enfrentado outros desafios durante o período de guerra. Ao todo, foram mortos em Somme 95 mil soldados britânicos, 50 mil franceses e 164 mil alemães.
As conquistas da luta foram pequenas se comparadas às perdas humanas

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Soldado que fugiu mais de 200 vezes de um campo de concentração


O soldado que fugiu mais de 200 vezes de um campo de concentração – e voltou em todas elas
As situações vividas em períodos de guerra só podem ser compreendidas por quem passou por momentos tão extremos. Deve ser a única maneira de entender as atitudes do soldado inglês Horace Joseph Greasley: ele conseguiu escapar mais de 200 vezes de um campo de concentração, mas voltou espontaneamente para o campo em todas elas. O motivo? Amor, é claro.

Tudo começou quando Greasley foi convocado para lutar ao lado do exército da Inglaterra durante a Segunda Guerra Mundial, em 1939. No mesmo ano, ele desembarcou na França como parte da Força Expedicionária Britânica. Não demorou para que ele e seus companheiros fossem capturados por soldados alemães e enviados como prisioneiros de guerra para o campo de prisioneiros de Silésia, no leste da Alemanha.
Foi lá que ele conheceu Rosa Rauchbach, filha do diretor de uma mina anexa ao campo, que trabalhava como intérprete entre o inglês e o alemão. Os dois se apaixonaram, e se encontravam às escondidas nas dependências do campo sempre que era possível.
Já que tudo o que é bom dura pouco, cerca de um ano depois, o soldado inglês e seus companheiros foram transferidos para o campo de Freiwaldau, um anexo do famoso campo de concentração de Auschwitz, localizado a aproximadamente 70 quilômetros de distância de Silésia.
Como ainda estávamos distantes da criação da telefonia móvel, a única maneira que Greasley encontrou para se comunicar com sua amada eram recados passados por outros prisioneiros. Como ele trabalhava como barbeiro no campo, tinha contato com muitos outros homens que o ajudavam a trocar mensagens com sua amada.
Horace Greasely
Horace Greasley – prenda-o se for capaz!
Os campos ficavam em um lugar relativamente isolado: fugir de volta para a Inglaterra, por exemplo, não era uma opção para o prisioneiro. A fronteira mais próxima era com a com a Suécia, que ficava a 680 quilômetros de onde estavam. Talvez por isso, os homens que cuidavam dos prisioneiros não estavam tão preocupados com possíveis fugas. Por isso, o soldado inglês conseguiu escapar algumas vezes, nas quais deixava o seu campo infiltrado em grupos de trabalho que se dirigiam para o local em que Rosa estava.
Estima-se que ele tenha escapado mais de duas centenas de vezes, sem nunca ter sido descoberto, pois suas saídas eram curtas e ele retornava sempre durante a noite para seu lugar.
Horace Joseph Greasley conseguiu sua liberdade depois de 5 anos na prisão, no dia 24 de maio de 1945. Ele e Rosa ainda trocaram algumas correspondências depois do fim da guerra, mas, logo depois que retornou à Inglaterra, ele recebeu a notícia de que sua amada morrera durante um parto, juntamente com a criança. Ele nunca chegou a ter certeza se o filho era dele.
Greasley se casou novamente na década de 1970, e emigrou para a Espanha em 1988. Duas décadas depois ele publicou o romance Do the birds still sing in Hell? (Os pássaros ainda podem cantar no inferno?), em que conta sua experiência na época da guerra.